Minha filosofia de trabalho

Entendo que o tratamento do paciente com câncer colorretal demanda mais do que sólida formação médica, aprofundado conhecimento científico e apurada técnica cirúrgica. Para alcançar o resultado desejado, é preciso ir além. Com essa proposta, mantenho uma filosofia de trabalho bem estabelecida e que compreende os seguintes cuidados:

  • Rigorosa avaliação pré-tratamento: um tratamento adequado só é possível após o diagnóstico correto. A indicação do melhor tratamento para cada paciente requer obrigatoriamente dois tipos de avaliação. De um lado, é necessária a investigação detalhada das condições de saúde do paciente (ex: avaliação cardiológica ou nutricional). De outro, é preciso o estudo aprofundado da sua doença por meio de exames apropriados para o seu caso (ex: métodos de imagem para estadiamento tumoral).
     

  • Tratamento individualizado: não existem dois pacientes iguais. A rigorosa avaliação pré-tratamento permite identificar, em cada paciente, características e particularidades relacionadas a sua condição geral de saúde, doença, comportamentos, crenças, desejos e anseios, que o fazem único. Dentro desta proposta, cabe a mim apresentar a cada paciente um tratamento individualizado conforme o resultado de sua avaliação.  
     

  • Discussão multidisciplinar: a soma de expertises é fundamental para o êxito do tratamento. O tratamento moderno do câncer colorretal requer o envolvimento de profissionais de diversas especialidades. Na minha rotina de trabalho o caso de cada paciente é discutido de forma sem identificação do nome  em uma reunião semanal multidisciplinar com a participação de experientes radiologistas, radioterapeutas, oncologistas e cirurgiões do Hospital Moinhos de Vento. Conforme necessidade, realizo discussão adicional de casos específicos (ex: condições raras) com renomados especialistas de outros centros de referência do Brasil e do exterior. 

  • Decisão centrada no paciente: o paciente é o protagonista do tratamento. Na medicina do século XXI, a tomada de decisões exclusivamente pelo médico é prática obsoleta. Entendo que cabe ao médico transmitir através de linguagem compreensível, todas as informações necessárias para o esclarecimento do quadro clínico e a tomada da melhor decisão pelo paciente. Isso não significa omitir-se de emitir uma opinião ou conselho, mas fazê-los quando solicitado.   
           

  • Otimização pré-operatória: bons resultados requerem rigorosa preparação. Cabe a mim, por meio da avaliação pré-tratamento, identificar condições clínicas que possam ser otimizadas (ex: suporte nutricional), ou mesmo detectar pacientes com situações críticas que possam ser reabilitados (ex: correção de doença cardíaca ou respiratória), para que os melhores resultados do tratamento possam ser alcançados. 
     

  • Educação do paciente e da família: o entendimento da doença facilita o tratamento. Tenho o hábito de conversar bastante e apresentar uma aula explicativa sobre a doença e o tratamento para o paciente e sua família. Entendo ser essa uma excelente forma para transmissão de conhecimento, esclarecimento de dúvidas e fortalecimento da relação médico-paciente/família.
     

  • Monitorização pós-operatória intensiva: não basta saber indicar e executar a cirurgia, é fundamental estar muito próximo do paciente no pós-operatório. O pós-operatório resulta em uma condição clínica de menor ou maior gravidade que deve ser monitorada de forma intensiva a fim de identificar e corrigir precocemente eventuais desvios que possam prejudicar a recuperação do paciente. Diante desse entendimento, tenho como hábito que meus pacientes sejam diariamente avaliados no período pós-operatório duas vezes ao dia por mim e uma vez ao dia por um médico clínico-intensivista, além das avaliações periódicas da equipe de enfermagem (enfermeira e pelos técnicos de enfermagem) conforme a rotina da unidade em que estão internados.     
     

  • Relação médico-paciente/família: dedicação, humanismo e compromisso. Enquanto sob os meus cuidados, coloco o paciente como minha prioridade. O elo que estabeleço com meus pacientes e suas famílias, seja durante o tratamento e ao longo dos cinco anos de acompanhamento pós-operatórios, é algo especial. Minha dedicação ao próximo é facilmente percebida pela forma humana que me relaciono e pelo compromisso que tenho no cuidado dos meus pacientes.     

 

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